Eleitor indignado

Foto: André Rodrigues/Voto em Imagens 2014

Foto: André Rodrigues/Voto em Imagens 2014

Numa avenida de Curitiba, o motoqueiro passa mas deixa sua mensagem. De indignação, por sinal. “Prefiro pagar 3 reais de multa por não ir as urnas do que bancar 4 anos um corrupto no poder”, escreveu num papel, que imita um título de eleitor.

A indignação do eleitor-motoqueiro brinca com o nome do titular do documento eleitoral. “Cansei de ser otário da Silva”. No campo município fica estampado: “Por um país melhor”.

A eleição no Brasil é em outubro.

Cresce o número de eleitores brasileiros no exterior

Por: Agência Brasil

O número de eleitores no exterior que poderão votar nas eleições de outubro cresceu 68,2% em relação às eleições presidenciais de 2010. Os dados foram divulgados hoje (2) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste ano, 337,1 mil eleitores que vivem fora do país estão aptos a votar. Em 2010, foram 200,3 mil. Brasileiros no exterior podem votar apenas para eleger o presidente da República.

De acordo com levantamento, o país que terá mais brasileiros votando serão os Estados Unidos (108,6 mil eleitores), seguido por Japão (30,6 mil), Portugal (30,4 mil), Itália (20,9 mil) e Alemanha (17,5 mil).

Três cidades norte-americanas têm a maior concentração de eleitores aptos a votar: Nova York (20,9 mil); Miami (20,3 mil) e Boston (18,2 mil). As capitais europeias Lisboa (17,1 mil) e Londres (15,9 mil) aparecem em seguida.

Nas eleições de 2010, a votação ocorreu em 113 países e foram instaladas 624 seções eleitorais em embaixadas brasileiras e órgãos consulares ligados ao país.

Eleições na Colômbia: candidatos tentam evitar alta abstenção

Texto de Leandra Felipe, correspondente EBC – Fonte: Agência Brasil

bandeira colombiaQuase 33 milhões de eleitores colombianos foram convocados para as eleições presidenciais de hoje (25). Com o voto não obrigatório, os candidatos tentaram mobilizar o eleitorado para participar do processo. A preocupação é com a possibilidade de alta abstenção, como a de 43%, registrada nas eleições legislativas de março, e a de 51%, há quatro anos, nas ultimas eleições presidenciais. Para analistas, uma abstenção elevada nestas eleições poderá ser reflexo do cansaço e da decepção dos eleitores por causa do clima de difamação entre os candidatos na reta final da campanha.

“Esta campanha é atípica. Muito morna no começo e muito competitiva nas últimas semanas devido aos escândalos e manipulações de denúncias. Com o voto não obrigatório, o eleitor tem de ser motivado. Vimos o contrário, pouco debate de ideias e o denuncismo que afastou parte do eleitorado”, disse à Agência Brasil o analista político colombiano Jorge Restrepo.

Para ele, houve excesso na exploração de acusações entre as partes, tanto por parte do presidente Juan Manuel Santos, que tenta a reeleição, quanto por Oscar Zuluaga, partido criado por Álvaro Uribe. “Só no último debate [realizado na sexta-feira, 23], vimos menos troca-troca de acusações e ouvimos mais propostas”, opinou.

Santos foi acusado de ter recebido dinheiro do narcotráfico e Zuluaga de ter espionado o processo de paz entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Nas ruas de Bogotá, a Agência Brasil conversou com eleitores. Alguns disseram que votariam em branco. “Não quero nenhum destes candidatos que estão aí”, disse o estudante Pablo Sierra, 18 anos. Ele vai votar pela primeira vez.

A dona de casa Luzmaría Benevides informou que não vai votar porque está descrente da política. “Agora não quero votar, porque são todos uns corruptos. Mas, talvez no segundo turno, se eles pararem de brigar e se preocuparem em nos convencer”, comentou.

A tendência de abstenção para estas eleições foi observada ontem (24) pela Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acompanha o processo. Em comunicado, a missão informou ter observado pouca participação nos 64 consulados colombianos para o voto no exterior. Fora do país, a votação foi iniciada na última segunda-feira (19) e será finalizada hoje.

Segundo a missão, até ontem (24) o movimento nos consulados era pequeno. Mais de 500 mil colombianos foram registrados para votar no exterior. Com a apatia e um cenário indefinido, os candidatos aproveitaram o sábado (24) para motivar os eleitores, com mensagens nas redes sociais, a comparecer às urnas.

s cinco candidatos, Juan Manuel Santos, que tenta a reeleição pela coalizão Unidade Nacional, Oscar Zuluaga, do Centro Democrático, Marta Ramírez, do Partido Conservador, Enrique Peñalosa, da Aliança Verde, Clara López, do Pólo Democrático Alternativo e União Patriótica, usaram as redes sociais para convocar eleitores e reforçar suas propostas.

A campanha de Santos chamou os colombianos, no Twitter, a “votar pela paz”, lembrando dos avanços no processo de paz entre o governo e as Farc.

Oscar Zuluaga e seu principal “cabo eleitoral” – o ex-presidente e senador Álvaro Uribe – usaram o Twitter para convocar os colombianos e escreveram sobre as propostas do Centro Democrático, de extrema direita.

Crítico do processo de paz, Zuluaga disse querer um “cessar-fogo unilateral” das Farc e que a guerrilha abandone todas as atividades criminosas para continuar o diálogo. Ele também promete investir mais em segurança e no aparato militar do país.

A conservadora Marta Ramírez chamou os eleitores para o voto consciente. “Que tal se não votarmos naqueles que desprestigiaram seus adversários e escolhermos quem tem melhores propostas?”, escreveu.

Enrique Peñalosa, candidato de centro-esquerda, bastante forte na capital, tentou sair da dicotomia entre “guerra e paz”, construída em torno de Santos e Zuluaga. “Não escolheremos entre a guerra e a paz, mas sim entre seguir com o passado ou mudar”, postou.

Mais à esquerda, Clara López convocou as mulheres a valorizar o voto feminino. “Convido a todas vocês, chegou a nossa hora”, escreveu.

O analista Jorge Restrepo lembrou que todo o esforço para diminuir a abstenção é válido para os candidatos, porque as últimas pesquisas de intenção de voto mostraram grandes variações. “Santos e Zuluaga apareceram muito próximos, mas o terceiro lugar oscila entre Marta e Peñalosa”, explicou.

Para ele, a única certeza é que o país terá segundo turno em junho, para escolher o novo presidente. “Mas podem ocorrer surpresas sobre os nomes”, disse.

O encerramento da votação está previsto para as 16h (18h em Brasília). A Registradoria Civil (órgão eleitoral) colombiana deve divulgar o resultado preliminar no começo da noite de hoje.

Universidade Positivo sediará o IV Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral

A Universidade Positivo sediará a 4ª edição do Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral. O evento, que contará com palestrantes e debatedores ministros e ex-ministros do Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral, bem como juristas e advogados especializados, será realizado nos dias 29 a 31 de maio. As inscrições estão abertas no site do Iprade, com vagas limitadas.

Além de conferências especiais, haverá painéis, mesas de debate numa completa programação.

Assuntos como o financiamento de campanhas eleitorais, compra de votos e limites de doações, fraudes eleitorais e propaganda política, assim como as Resoluções do TSE para as eleições de 2014, estão entre os temas que serão debatidos nas diversas mesas do Congresso.

Também será realizados debates paralelos sobre improbidade administrativa, uma conferência sobre aspectos positivos e negativos das alterações legislativas no âmbito do direito eleitoral e um encontro com jornalistas e advogados, no qual serão abordadas questões sobre mídias sociais e eleições, bem como a presença feminina no processo eleitoral.

Confira a programação

Serviço
IV Congresso Brasileiro de Direito Eleitoral
Data: 29, 30 e 31 de maio
Local: Teatro Positivo – Pequeno Auditório (Universidade Positivo)
Inscrições e programação completa: http://www.iprade.com.br/site/

Valores para inscrição:
• Alunos Positivo – R$ 100 reais
• Alunos de outras instituições: R$ 150 reais
• Profissionais de instituições conveniadas: R$ 300 reais
• Outros Profissionais: R$ 400 reais

Fonte: Universidade Positivo

•Realizada correção no texto relacionada ao número da edição segunda (19), às 9h30

Cresce rejeição ao voto obrigatório

Por André Rodrigues

Pesquisa Datafolha diz que 61% dos brasileiros são contra o voto obrigatório. As informações são do jornal Folha de São Paulo. Segundo o jornal, nunca tantos brasileiros foram contra a imposição do voto obrigatório.

No Brasil o voto é facultativo apenas para analfabetos, pessoas com mais de 70 anos e adolescentes na faixa dos 16 anos.

O levantamento também traz a informação que se houvesse a opção, 57 % dos eleitores não votariam na próxima eleição (5 de outubro); outro recorde.

Ao contrário do que muitos imaginam a rejeição não parte de eleitores mais jovens. “No grupo que têm entre 16 e 24 anos, a rejeição é de 58%, um índice alto em relação aos padrões anteriores. No eleitorado mais maduro, porém, de 45 a 59 anos, a opinião desfavorável ao voto obrigatório passa de 68%”, destaca a Folha. Entre os que têm ensino superior 71% rejeitam.

O Datafolha ouviu 2.844 pessoas em 7 e 8 de maio. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos.

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Foto: André Rodrigues/Voto em Imagens (São Paulo, março de 2014)

Considerações
A discussão acerca da obrigatoriedade do voto sempre esteve presente. Mesmo com uma democracia estável, o país segue na contramão impondo a obrigatoriedade e sanções caso ele não seja efetivado – multa, entre outras punições.

A maior premissa para o voto facultativo é que ele é um direito e não pode ser considerado um “direito-obrigação”. Entretanto, há quem discorde é que ele venha a ser uma arma para políticos “comprarem” o voto e a iniciativa de ir votar. 

A ideia de que o brasileiro não votaria é um tanto que rebatida e fundamenta-se na instituição do voto obrigatório no Código Eleitoral de 1932. Mas, a realidade de lá para cá mudou muito – inclusive em relação ao perfil do eleitorado. Consideravelmente o brasileiro está mais engajado e mais politizado. Além disso, pesquisas apontam que mesmo com o voto facultativo, pobres e ricos continuarão a votar. Não obstante, o voto obrigatório não é adotado em nenhuma real democracia representativa estável.

Sem contar que na América do Sul, por exemplo, a Venezuela com todos os ditos e não ditos adota o voto opcional – com grande índice de participação popular. Na última eleição, o Chile optou pelo voto facultativo – com grande porcentagem de abstenção. Na Colômbia o voto também é livre.

Particularmente acredito que o voto facultativo é um grande avanço, mas enfrenta uma grande restrição. Tal como opina Ricardo Setti, ele (o voto compulsório) serve a bom número de parlamentares que se beneficiam do sistema político viciado e nele colocam seus herdeiros.

O voto facultativo foi colocado como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no debate da reforma política – já aprovada e sancionada com vetos pela presidenta Dilma Rousseff. Chegou a ir para discussão, mas, foi derrotada pela ampla maioria na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Por que será…?

Caso ocorra, como qualquer mudança a adoção pelo voto facultativo passará por aceitação, problemáticas, inclusive, a educação e conscientização num óbvio aprimoramento da democracia.

 

• Research says that growing rejection of compulsory voting
The premise for the voluntary voting is that it is a law and can not be considered a “right-duty”. However, there are those who disagree is that it will be a political weapon to “buy” the vote and the initiative to vote.

Copa, protestos, fotojornalismo e política

Fotos: André Rodrigues/Voto em Imagens (2014)

Por André Rodrigues 

Desde o fenômeno dos protestos realizados no Brasil em junho/julho do ano passado até as atuais manifestações, não se via tanta indignação contra o poder estabelecido. Nunca na história desse país se viu tantos, rolezinhos, atos, marchas, repúdios, distúrbios, faixas, cartazes, dizeres, engajamentos, utopias e afins. Indignação coletiva contra e a favor de várias questões. Desde o pedido pelo fim da Copa, volta dos militares, apelo ao voto distrital, fim da urna eletrônica, fim das eleições, direito ao uso do corpo, fim do voto obrigatório, entre outras manifestações como o direito dos animais. Todas elas (as manifestações/opiniões) políticas em sua gênese. É o cidadão no seu direito à opinião e livre expressão. Ou como reforça Manuel Castells, no livro Redes de Indignação e Esperança: “é democracia direta na prática.”

Uma indicação de que as pessoas estão mais “politizadas” ou “polarizadas”? Parece que sim – pelo menos no sentido mais amplo do termo política e participação. Um levantamento feito pelo Paraná Pesquisas, encomendado pelo jornal Gazeta do Povo, diz que o cidadão curitibano está mais “polarizado” e que os indicies de interesse por política cresceram desde os protestos de 2013. Segundo o jornal, 5% dos entrevistados participaram de alguma manifestação; em 2014, esse porcentual subiu para 10%. “A pesquisa [de 2013] foi feita antes das manifestações. De lá pra cá houve uma mudança de pensamento no país. Podemos dizer que vivemos outro país, muito longe do ideal, mas mudado, principalmente sobre a questão da participação política”, afirmou o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo.

De certa forma condiz como o pensamente de Germano Nogueira Prado, em artigo da Le Monde Diplomatique Brasil, ao dizer que “um dos efeitos mais positivos das manifestações foi o de abrir um horizonte de lutas para uma cidadania mais plena e, quiçá, para mudanças estruturais que seriam o pressuposto desta”.

Mas, o que isso tem a ver com o momento político, a eleição, o [meu] fotojornalismo ou com esse projeto (Voto em Imagens)? Há muito. Principalmente se considerarmos o atual cenário do Brasil, no qual estamos a pouco mais de um mês da Copa repleta de insatisfação popular, denúncias de superfaturamento na construção de estádios e obras faraônicas; além de ser ano de eleição e, seguindo o entendimento que esses eventos se correlacionam, andar por uma manifestação tornou-se um exercício de contextualização (e identificação) política.

Entretanto, por mais óbvio, vale ressaltar questões subjetivas dessa tal “polarização”. Entre elas, o atrelamento conceitual relacionado à dicotomia político-ideológica esquerda e direita, capitalismo versus socialismo. Está em prática associar, nomear, tachar ou rotular as coisas (eventos, pessoas, eventos, falas, opiniões ou qualquer outra manifestação) como algo pertencente à prática política partidária (esquerda ou direita) num universo puramente ideológico.

Logo, com tanta manifestação, parece que a política (no sentido restrito do termo) aproximou-se de todos nós. A eleição está mais existente no intervalo que a precede – executiva e legislativa –; inclusive, as decisões também.

Então, ao extrair uma imagem nesses momentos específicos contribui-se na compreensão e interpretação da natureza que tece a conjuntura de uma eleição.

PROTESTO A COPA - CURITIBA - 18/02/2014 -

Sendo assim, vale dizer que estamos diante de uma obrigação e de um desafio. Obrigação porque eis aí alguns fatos inerentes e cruciais. E um desafio porque cabe registrá-los e interpretar dentro um emaranhado de demandas, situações, interesses, conjecturas, clima, politicagens e fisiologismos. Ou seja, toda uma natureza de coisas subjetivas presentes em qualquer eleição. Uma vez que, o voto não é o fim, mas o meio no qual toda a carga ideológica, ideário e sonhos é convergido. Afinal, num correlação com o conceito de Pierre Bourdie, uma eleição é o jogo complexo de interesses estruturais e estruturantes.

Em outras palavras, o recorte dessa realidade nas manifestações ou em qualquer iniciativa no cerne do exercício da cidadania e do direito de expressão, agrega substancialidade ao nosso exercício de testemunhar esse importante momento do contexto democrático que são as eleições.

Boris Kossoy afirma que fotografia é um documento histórico e nela se constrói a memória. Questão que só o tempo confirma. Então, como fotografia é feita de tempo, vale atentarmos para esses fatos do nosso tempo. E quem sabe, uma imagem recortada de um protesto, do manifestante com seu cartaz e sua reivindicação, um recorte da realidade social, digam mais sobre uma eleição do que a foto de uma urna. Cidadania não se esgota no voto.

• World Cup, protests, photojournalism and politic
Since the phenomenon of protests held in Brazil in June / July last year to current manifestations, not seen so much anger against the established power.

Oposição vence eleições no Panamá

Com 75% das urnas apuradas, o oposicionista e atual vice-presidenteJuan Carlos Varela vence as eleições presidencias no Panamá. O pleito transcorreu sem incidentes. O anúncio é do Tribunal Eleitoral do Panamá.

Com mais de 70% das urnas apuradas, o resultado é dado como irreversível. Varela obtêm 39.06%, enquanto que Arias 32,06%.

Cerca de 2,5 milhões de panamenhos foram convocados às urnas domingo para eleger presidente, vice-presidente, deputados nacionais para o Parlamento Centro-Americano (Parlacen) e centenas de cargos municipais para o período de 2014 a 2019. A participação ficou um pouco acima das eleições anteriores, em 75,98%.

Consultas feitas à página do Tribunal às 23h11 do horário local.

Panamá realiza eleições presidenciais neste domingo (4)

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No Panamá, cerca de 2,5 milhões de eleitores foram convocados para eleger o presidente, o vice e 71 parlamentares. Além dos observadores da OEA, a eleição será acompanhada por delegados de Centro Carter (EUA) e da União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore).

Trata-se da quinta eleição livre desde os protestos e de uma ação dos Estados Unidos que tirou derrubou em 1989 Manuel Noriega, que estava a 21 anos no poder.

Sete candidatos disputam o pleito e tudo indica que a votação será acirrada. As pesquisas de intenção de voto indicam três possíveis favoritos. Segundo a Agência Brasil, com o cenário indefinido, o clima no país foi tenso nos últimos dias de campanha, com registro de insultos dos candidatos, troca de acusações verbais e agressões entre os presidenciáveis e partidários.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) pediu “maturidade” e “tolerância” aos partidos no processo eleitoral.

Com informações de:
Agência Brasil
Estadão
Tribunal Electoral Panamá (TE)
Jornal Critica 

Convocada eleições na Bolívia

O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia anunciou o calendário eleitoral para as Eleições Gerais de 2014. As eleições presidenciais e regionais estão datadas para o dia 12 de outubro.

A eleição também ocorrerá em 33 outros países no qual há representação diplomática.

Caso nenhum candidato obtenha vitória no primeiro turno, o segundo está marcado para o dia 7 de dezembro, conforme anunciou a presidente do TSE, Wilma Velasco.

Confira o calendário

Índia – o maior processo eleitoral do mundo

 

Por André Rodrigues1212121

A Índia escolhe seu novo parlamento e governo no maior processo eleitoral do mundo. A votação que começou no último dia 7,  segue até 12 de maio – resultados serão divulgados no dia 16.

As eleições são cruciais para os indianos, que esperam mudanças na política interna e externa do país. Considerada a maior democracia do mundo, 815 milhões de pessoas estão registradas e aptas para exercer o direito de voto no país que tem uma das maiores economias do mundo.

A eleição funciona em fases – 9 no total. Segundo a BBC, o voto eletrônico será usado em todas as zonas eleitorais e todo o processo será observado pela Comissão Eleitoral da Índia.

930 mil postos de votação foram preparados e a eleição ocorre em fases nos 28 estados com voto é facultativo. Um marco segundo a Comissão Eleitoral da Índia que avaliou num aumento de 12% de postos em relação às disputas de 2009.

Ainda de acordo com a BBC, neste ano há novidades no processo. O eleitor terá a opção de se abster. Haverá a tecla “nenhuma das opções acima” nas máquinas de votação. Eleitores transexuais, que anteriormente tinham que se registrar como homem ou mulher diante a Comissão Eleitoral, pela primeira vez serão autorizados a registrar e votar como “terceiro sexo”.

Algumas importantes questões nortearão as escolhas dos eleitores. Entre elas a preocupação com o histórico de corrupção que culmina o país desde sua independência (1947), engendrado num sistema complexo de interesses políticos. Também está no cerne do debate a crise econômica, o desemprego, acesso à educação e violência contra as mulheres.

As principais forças na disputa são o governista Partido do Congresso e o oposicionista hinduísta Bharatiya Janata Party (BJP). Atualmente a Índia é governada pelo Partido do Congresso liderado pelo herdeiro da dinastia Nehru-Gandhi – a sigla venceu as duas últimas eleições.

 

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Voto dos jovens
Na Índia, cerca de 100 milhões de jovens têm o direito de votar pela primeira vez. Dos 1,21 bilhão de indianos, metade está na faixa etária dos 25 anos. Destes 100 milhões, 23 milhões têm entre 18 e 19 anos. Segundo a Comissão Eleitoral da Índia, desse número, 13,5 milhões são homens e 9,5 milhões são de mulheres.

Os jovens são uma esperança para o futuro político do país. Corrupção, pouco acesso à Educação e a violência contra as mulheres são temas centrais correlacionados ao voto dos jovens.

Os casos de estupro geraram grande repercussão na imprensa e está no debate entre os eleitores que aguardam políticas nesse sentido.

Atentados
Rebeldes maoístas são acusados de matar 12 pessoas em duas explosões na região central da Índia. Seis funcionários eleitorais morreram na explosão de um ônibus no estado de Chhattisgarh. Mais cinco agentes das forças de segurança também morreram na explosão de uma mina.

Fontes
BBC
Público PT
Portal Terra
Bol
Valor Econômico
Mega TV

Registros indeferidos e cassação de candidatos geram novas eleições

 

Por André Rodrigues

Ainda há eleições sendo realizadas país afora. O pleito acontece nos municípios de Palestina (AL), São Sebastião da Vargem Alegre (MG) e Pedras Altas (RS) para escolher prefeito e vice-prefeito. Problemas no registro de candidatura e cassação são os principais motivos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o novo pleito é realizado, pois as eleições de 2012 para prefeito foram anuladas. Candidatos que receberam mais de 50% dos votos válidos tiveram os registros de candidatura indeferidos ou mandados cassados. Logo, conforme resolução nº 23.280/2010, eleições suplementares devem ser marcadas sempre no primeiro domingo de cada mês, pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Segundo o calendário do TSE ainda estão marcadas eleições para o mês de maio e junho.

Palestina
No município de Palestina, Sertão alagoano, aproximadamente 3,6 mil eleitores voltam às urnas para escolher o novo prefeito. De acordo com informações do cartório eleitoral da 11ª Zona, Palestina tem cinco mil habitantes e conta com 11 seções eleitorais, que se concentram em duas escolas públicas localizadas na área urbana daquele município.

Conforme o TSE, em Palestina, foi negado o registro de candidatura de José Alberto Barbosa dos Santos, eleito prefeito do município, em 2012, com mais de 50% dos votos válidos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por não ter feito o registro de candidatura de seu vice, Gedílson Costa da Silva, em tempo hábil.

São Sebastião da Vargem Alegre
No município da Zona da Mata Mineira, as eleições foram marcadas devido à cassação do do prefeito reeleito Eloiz Massi (PDT) e do vice Cristiani Oliveira Pinto (DEM) no dia 1º de outubro de 2013 por captação ilícita de sufrágio, conforme texto do TER local. Disputam o cargo de prefeito do município mineiro neste domingo os candidatos Claudiomir José, do PMDB, e Sandra da Saúde, do PDT.

Os 2.752 eleitores da cidade – aqueles inscritos até o dia sete de novembro de 2013 no cadastro eleitoral – votarão das 8h até as 17h em urnas eletrônicas. São Sebastião da Vargem Alegre tem oito seções eleitorais, sendo uma delas seção especial (com acessibilidade), distribuídas em dois locais de votação. Para organizar os trabalhos, estão escalados para trabalhar 32 mesários. No último pleito, em 2012, o eleitorado era composto de 2.792 eleitores. Desse número, 2.613 eleitores compareceram, 36 votaram em branco e 80 anularam seus votos, resultando em 2.497 votos válidos, que elegeram o prefeito com 50,22% dos votos.

Pedras Altas
Em Pedras Altas, o prefeito Jair Luis Bellini teve seu diploma cassado por compra de votos e prática de conduta vedada a agente público em campanha. A decisão foi confirmada pelo Tribunal no dia 26 de novembro de 2013.

Na cidade, Nas eleições 2012, Pedras Altas possuía 2.241 eleitores aptos a votar. Na eleição suplementar, estarão aptos a votar todos os que estiverem com a inscrição eleitoral regular, domiciliados no município, até o dia 5 deste mês.

Os candidatos a prefeito na nova eleição em Pedras Altas são Fábio Luiz, do PSDB, e Giovane Pito, do PT.

Afeganistão tem eleição histórica

Por André Rodrigues

O Afeganistão realiza uma eleição histórica. Os afegãos escolhem seu novo líder numa votação que pode ser um marco de transição democrática numa história de mais de 5 mil anos da nação. De acordo com o site Aljazeera, mais de 350 mil soldados estão incumbidos de proteger a eleição.

A votação ocorre neste sábado (5). As urnas forma abertas às 7 horas (23h30 de sexta-feira em Brasília). Os resultados preliminares serão divulgados em 24 de abril. O segundo turno está previsto para 28 de maio. Segundo uma sondagem prévia, três em cada quatro afegãos estavam pensando em votar.

A população está decidida a votar – pelo menos a da área urbana. De acordo com o jornal Zero Hora, cerca de 3,8 milhões de novos eleitores — entre eles 1,3 milhão de mulheres — se inscreveram para participar das eleições. Estima-se que existam 20 milhões de cartões eleitorais em circulação, vários milhões a mais que a avaliação sobre a quantidade de cidadãos habilitados a votar.

Oito candidatos concorrem à eleição para substituir Hamid Karzai – que não pode concorrer segundo a Constituição. Entre os favoritos, segundo a AFP, está Zalmai Rasul, considerado o candidato do atual presidente, Ashraf Ghani, economista, e Abdullah Abdullah, que ficou em segundo lugar na eleição de 2009.

Pleito tenso
Um dos maiores receios é quanto à segurança e uma onda de violência dita o clima antes da eleição. O Talibã rejeitou a eleição e reforçou o empenho para frustrar a realização do pleito. Há dois dias houve um atentado em Cabul, no mês passado um jornalista sueco (Nils Horner) foi morte e ontem, uma fotógrafa (Anja Niedringhaus) foi morta por um disparo.

A preocupação com a fraude ancora-se numa inércia estrutural. De acordo com o jornal Público PT, a ouvir Martine van Biljert, diretora da Afghan Analysts Network, destaca que a distribuição de mais de 20 milhões de cartões torna-se uma espécie de moeda. Ou seja, viram prática de abundância para votos falsos. “A enormidade do país e as deficientes comunicações, o analfabetismo e a hierarquia tribal da sociedade, a corrupção e a debilidade das instituições ajudam a explicar o resto”, destaca o Público.

Voto Feminino
O voto feminino será outro ponto que estará no centro das atenções, já que os direitos das mulheres foram o eixo central dos esforços internacionais após a queda do regime talibã, que obrigava as mulheres a se cobrir com burcas e vedava o acesso das meninas à escola. Logo, a participação das mulheres será um importante reforço na votação.

Entretanto, muitos dos cartões, segundo Martine van Biljert, diretora da Afghan Analysts Network, na reportagem do jornal Público PT, “nas zonas rurais mais conservadoras, os cartões das mulheres não têm fotografia e os registros são muitas vezes feitos pelo chefe de família. Mais tarde, são também eles que votam por elas.

Obsrvadores
– É um momento crítico na história do Afeganistão – disse Marzia Faraz, na nota oficial do Free and Fair Election Fórum of Afeghanistan (Fefa).

A Fefa é uma ONG independente tem a missão de realizar a observação da eleição afegã. A entidade, segundo o Foreign Policy (FP), vai disponibilizar mais de 10 mil observadores, distribuídos em 399 distritos. Faraz tem a missão de documentar violações, intimidação, propaganda eleitoral, entre outras irregularidades.

O trabalho de observação começa muito tempo antes da eleição. E Faraz esteve promovendo a participação feminina.

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Fontes
Folha de São Paulo
AlJazeera
Euronews
FEFA
G1
FP
Público PT
New York Times
Zero Hora

Fotógrafa morre em ataque um dia antes da eleição no Afeganistão

A fotógrafa Anja Niedringhaus, da Associated Press (AP) morreu nesta sexta-feira (4), nas vésperas da eleição no Afeganistão. Segundo as fontes oficiais, Anja foi atingida por um tiro na província de Khost, no leste do Afeganistão. Outra jornalista que acompanhava a fotógrafa ficou ferida com gravidade. Com o assassinato de Anja, soma-se o segundo a ocorrer no período eleitoral no país.

O incidente ocorreu no distrito de Tania. O porta-voz da policia diz que disparos foram realizados por desconhecidos. Outra fonte, que preferiu manter o anonimato, segundo a agência Efe, disse que os homens que dispararam contra a fotojornalista vestiam uniformes da policia afegã.

Anja, 48 anos, tinha vasta experiência em cobertura internacional e nome reconhecido. Cobria pelo menos há 20 anos conflitos na Bósnia e Afeganistão. Ganhou um Pulitzer em 2005, com parte de um trabalho na cobertura da guerra do Iraque.

O chefe adjunto de polícia de Khost, Yaqub Mandozai, disse que foi a primeira vez em Khost que atacam jornalistas.

Anja Niedringhaus foi o segundo jornalista ocidental assassinado no Afeganistão durante a campanha eleitoral. No dia 11 de março o repórter sueco Nils Horner foi morto a tiros.

Veja fotos de Anja

Maioria do STF vota contra doação de empresas privadas a campanhas eleitorais

• Por Agência Brasil – texto de André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco


A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou hoje (2) a favor da proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas. Por 6 votos a 1, os ministros entenderam que as doações provocam desequilíbrio no processo eleitoral. Apesar da maioria formada, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Não há prazo para o julgamento ser retomado.

O Supremo julgou a ação direta de inconstitucionalidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra doações de empresas privadas a candidatos e a partidos políticos. A OAB contesta os artigos da Lei dos Partidos Políticos e da Lei das Eleições que autorizam as doações para campanhas políticas.

De acordo com a regra atual, as empresas podem doar até 2% do faturamento bruto obtido no ano anterior ao da eleição. Para pessoas físicas, a doação é limitada a 10% do rendimento bruto do ano anterior.

Mesmo com o pedido de vista, dois ministros pediram para adiantar seus votos. Marco Aurélio, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manifestou-se a favor da proibição das doações de empresas privadas. Segundo o ministro, o processo eleitoral deve ser justo e igualitário. “Não vivemos uma democracia autêntica, mas um sistema politico, no qual o poder exercido pelo grupo mais rico implica a exclusão dos menos favorecidos”, afirmou.

Marco Aurélio citou dados do TSE que demonstram os gastos das campanhas eleitorais em eleições passadas. De acordo com o ministro, em 2010, o custo de uma campanha para deputado federal chegou a R$ 1,1 milhão. Para senadores, o gasto médio ficou em torno de R$ 4,5 milhões. Na disputa para a Presidência da República, os candidatos gastaram mais de R$ 300 milhões.

De acordo com o tribunal, os maiores financiadores das campanhas são empresas que têm contratos com o Poder Público, como empreiteiras. “O dados revelam o papel decisivo do poder econômico para o resultado das eleições”, disse Marco Aurélio.

Na sessão de hoje, o ministro Ricardo Lewandowski também seguiu entendimento da maioria e votou pelo fim das doações. Para ele, os repasses vultosos para campanhas políticas ferem o equilíbrio das eleições.

A maioria dos ministros seguiu o voto proferido pelo relator da ação, ministro Luiz Fux, em dezembro do ano passado. Também acompanharam o entendimento de Fux os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa. De acordo com o voto de Fux, as únicas fontes legais de recursos dos partidos devem ser doações de pessoas físicas e repasses do Fundo Partidário.

Fux também definiu que o Congresso Nacional terá 24 meses para aprovar uma lei que crie normas uniformes para as doações de pessoas físicas e para recursos próprios dos candidatos. Se, em 18 meses, a nova lei não for aprovada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá criar uma norma temporária.

Até o momento, apenas Teori Zavascki votou contra a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas.

• Fotogaleria – A Marcha, nova versão 50 anos depois

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Estas 29 fotografias, registradas na “Marcha da Família com Deus pela Libertada”, realizada em São Paulo, no dia 22 de março de 2014. São imagens de André Rodrigues, Marcos Xreda e Marco Lima. Duas marchas foram realizadas: “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” e “Marcha Antifascista”. Antagônicas na essência por suas reivindicações e pelo posicionamento político. Uma ovacionava a intervenção militar e outra reivindicava a ‘ditadura nunca mais’.

A Marcha da Família, versão reeditada (a primeira aconteceu em 19 de março de 1964 e contou com a participação de aproximadamente 500 mil pessoas) teve manifestações em várias capitais (Rio de Janeiros, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, entre outras). Na capital paulista, contou com a participação de centenas de pessoas que marcharam da Praça da República até a Praça da Sé.

Ativistas que participaram da Marcha da Família deixavam bem claras suas posições e crenças. Entre elas, a intervenção militar, insatisfação com o governo e com a corrupção no país.

“Eu sou federalista, sou a favor da democracia. Só que a gente não tem certeza se a nossa democracia está sendo exercida. Então, sou a favor que os militares intervenham, não o regime, apenas para convocar novas eleições com voto impresso, para o povo ter garantia de que o voto que ele está dando está indo para quem ele colocou lá. Não é regime militar”, disse Walace Silvestre em declaração publicada na Agência Brasil.

Ponderação
Sim, o país, assim como qualquer outro, enfrenta problemas que devem ser sanados com sobriedade, cooperação e maturidade política. Nossas instituições e poderes estão alicerçados e estruturados constitucionalmente. Inclusive, a nossa representação política. Ou seja, por mais que eu não concorde com certos ideários ou práticas governamentais, estes nos representam, pois vivemos numa sociedade democrática – com deveres e direitos –, e a necessária consciência de fazer parte de um contexto político fundamentado na vontade da maioria. Logo, também vale ressaltar que há os mecanismos legítimos para o descontentamento, verificação e mudança de governança. Eleição e voto livre estão entre elas. (André Rodrigues)

Fotos: Marco Lima, Marcos Xreda e André Rodrigues
Copyright © 2014 – Voto em Imagens – Todos os direitos reservados – protegida pela Lei de Direito Autoral do Brasil (Lei 9610/1998).

 

Atualização: fotos acrescentadas às 12 horas

Eleitores do DF têm uma semana para fazer recadastramento biométrico

Por Agência Brasil

Os eleitores do Distrito Federal têm uma semana para fazer o recadastramento biométrico nos cartórios eleitorais mais próximos. O prazo termina na segunda-feira (31). O eleitor deve levar documento oficial de identidade e comprovante de residência, todos originais. Os locais de atendimento vão funcionar das 8h às 18h, durante a semana. No sábado (29) e no domingo (30), o horário será das 8h às 14h.

Se não regularizar a situação até o fim do prazo, o eleitor terá o título cancelado. Com isso, terá problema para fazer matrícula em faculdades públicas, receber salário (no caso de funcionários públicos), solicitar passaporte, empréstimos, pensão ou aposentadoria, além de não poder votar.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), 300 mil eleitores ainda não fizeram o recadastramento. Levantamento mais recente informa que 84,08% do eleitorado do DF já foi identificado por meio das digitais.

A biometria vem sendo introduzida pela Justiça Eleitoral desde 2008, após mais de 20 anos de processo manual de votação, com urnas de lona e cédulas de votação de papel.

Para 2014, a estimativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que 22 milhões dos 140 milhões de eleitores brasileiros sejam identificados pela biometria. Quatro estados (Sergipe, Alagoas, Amapá e Distrito Federal) e 844 municípios terão eleitores votando apenas pela biometria.

Em 2008, o sistema de identificação dos eleitores, por meio da biometria, foi lançado em três cidades. Na época, 40 mil eleitores dos municípios de Colorado do Oeste (RO), Fátima do Sul (MS) e São João Batista (SC) foram os primeiros a serem identificados pelo novo processo. Nas eleições presidenciais de 2010, mais de 1 milhão de eleitores de 60 cidades de 23 estados foram identificados biometricamente. Na eleição municipal de 2012, foram 7,7 milhões de eleitores de 299 municípios.

Reedição da Marcha da Família

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Foto: André Rodrigues

Marcha da direita
A Marcha da Família, que foi realizada neste sábado (22) reuniu cerca de mil pessoas em São Paulo, segundo o major responsável pela operação no local. A marcha saiu da Praça da República e seguiu até a Praça da Sé, repetindo o trajeto da marcha de 1964. Nesta nova versão, o mote foi “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” e contou com a participação de muitos grupos defensores da intervenção militar e alguns tumultos.

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Foto: Marcos Xreda

Aos gritos de “fora PT”, “fora Dilma” “não queremos eleição, queremos intervenção”, “queremos os militares protegendo o Brasil” e muitas manifestações de nacionalismo e ode aos militares, os manifestantes caminharam pelo centro da capital paulista.

Ações hostis foram manifestadas desde o começo por grupos identificados como a “brigada” de proteção ao ato. Quem era identificado como “comunista” ou sequer vestia vermelho automaticamente era “preso” e expulso. Segundo alguns veículos de comunicação, uma manifestante que foi à marcha errada (Antifascita) com uma bandeira do Brasil, também foi hostilizada. Dois rapazes vestidos com saia resolveram provocar a marcha com cartazes escritos “Marchinha quase da família” e tiveram os cartazes rasgados. Outras agressões também ocorreram como a agressão ao fotojornalista Leonardo Martins.

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Foto: André Rodrigues

Marcha da esquerda
Uma Marcha Antifascista, organizada por esquerdistas que reivindicam a ditadura nunca mais, também ocorreu pra contrapor a Marcha da Família e seguiu até a Luz.

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Foto: Marcos Xreda

Foto: André Rodrigues

Foto: André Rodrigues

Foto: Marcos Xreda

Foto: Marcos Xreda

 

Foto: André Rodrigues

Foto: André Rodrigues

 

Com 95% dos votos em referendo, eleitores são a favor de anexação da Crimeia à Rússia

Por André Rodrigues

Com pelo menos 75% das urnas apuradas, o resultado revela que 95,7% de eleitores quer a República Autônoma da Crimeia anexada à Rússia, informa a Comissão Eleitoral da Crimeia. O governo da Crimeia anuncia o resultado como oficial. Na segunda-feira será homologado pelo Parlamento.

O referendo popular na Crimea foi encerrado por volta das 20 horas (horário local / 15 horas em Brasília) e teve um grande fluxo de eleitores. Com o resultado milhares de pessoas foram para praça central da cidade de Simferopol.

Na Praça Lênin, uma deputada gritou: “Ganhámos. A Crimeia é parte da Rússia.” E foi aplaudida aos gritos de “Rússia”, “Rússia”, destaca o jornal Público PT.

O primeiro-ministro Sergei Akyosnov comentou o resultado do referendo sobre a reunificação da república autônoma ucraniana com a Rússia, gritando para uma multidão em Simferopol: “Vamos regressar a casa!”. Ele também destacou que a Crimeia vai se tornar parte da Rússia o mais rápido possível. “Vamos fazer tudo o mais rápido possível, mas respeitando todos os procedimentos legais.”

De acordo com o jornal Folha, cidadãos da etnia tártara, 12% da Crimeia, e os ucranianos, em torno de 25%, teriam boicotado o referendo.

União Europeia (UE) e Estados Unidos (EUA) reiteram que não reconhecem o referendo e devem lançar sanções.

Ponderação
O referendo na Crimeia é um tanto que obscuro. Uma eleição feita às presas, com imposição militar – há quem afirme que as tropas estavam na península para proteger o gasoduto –, falta de observadores internacionais e com muitos pormenores que envolve blocos de países, União Europeia, Estados Unidos, ONU e ranços da Guerra Fria, entre outros interesses territoriais, reforça a ideia de que o resultado já estava decidido muito antes do pleito. Em fevereiro, as tropas russas deram o tom do resultado. Não há soberania, nem vontade em massa, que sobreponha tanques e fuzis.

Putin disse que descartava uma invasão militar na Ucrânia, entretanto, o resultado, como alardeado por muitos segmentos; inclusive a imprensa internacional, não era difícil de prever.

O poderio propagandístico russo ecoou forte em todos os meios. Quem observa isso e a rede BBC ao dizer que tudo mudou desde o início do mês com a transmissão tradicional das TVs (tradicional e a cabo) foram removidas e substituídas por emissoras russas. Um verdadeiro “apagão” nas emissoras ucranianas. Jornais, sites, panfletos e outdoors foram espalhados pelas ruas para reforçar a posição de que a Crimeia não é nada sem a Rússia – uma dessas propagandas mostra o mapa da Crimeia pintado com a suástica nazista; a outra, o mapa da Crimeia pintado com as cores da bandeira russa.

Entretanto, a preocupação de um número apertado sair das urnas caiu por terra com o anúncio de que 95% dos eleitores (leia-se aqui eleitores e não população) optam pela anexação à Rússia.

Caio Blinder, em seu blog, relembra que uma pesquisa feita antes da invasão revelou que apenas 42% dos habitantes eram favoráveis ao desmembramento.

Ele também traz: “Em dezembro de 1991, teve lugar o referendo na Ucrânia sobre independência da União Soviética. O comparecimento foi de 76% e 90% dos eleitores votaram a favor da independência. De acordo com o censo de 1989, os russos perfaziam 22% da população ucraniana (no censo de 2001, eles caíram para 17%). No referendo de 1989, em todos os distritos houve voto da maioria pela independência. Mesmo na Crimeia (onde os russos então perfaziam 67% da população), 54% dos votos foram favoráveis à independência ucraniana”, destaca.

Algumas certezas são evidentes, mas pergunta que fica é o que vai suceder após o referendo? Como as autoridades em Kiev devem reagir principalmente nesse clima de tensão? Vale lembrar que a imprensa mostrou que o governo de Kiev montou força policial e ampliou o alistamento para combater a “ameaça russa”.

Fontes
Público PT
Folha de São Paulo
Veja
BBC Brasil
G1
Agência Brasil
BBC [2]
BBC [3]
Veja [2]

Informações atualizadas às 22h40

Crimeia: o voto sob pressão militar

Por André Rodrigues

1Sob forte presença militar russa na península (que na perspectiva das organizações internacionais caracteriza uma violação de tratados) eleitores da Crimeia votam neste domingo o referendo para decidir acerca da unificação com a Rússia ou autonomia.

Pergunta do referendo
O referendo perguntou aos eleitores: “Você é a favor da reunificação da Criméia com a Rússia como parte da Federação da Rússia?” ou “Você é a favor da restauração da Constituição de 1992 e a condição da Criméia como parte da Ucrânia?”

Quem vota
A votação começou por volta das 8 da manhã e deve ser encerrada 12 horas conseguintes. 1,5 milhão de pessoas estão aptas a votar. Ou seja, cidadão acima de 18 anos que residam na Crimeia e que tenham documento de identificação.

De acordo com a BBC, entretanto, “as regras do referendo não estabelecem se há um número mínimo de votos necessários para que o resultado seja implementado”.

O jornal Moskovsky Komsomolets aponta que na Criméia votaram 42,27% dos eleitores, ou mais de 670 mil pessoas. A maior participação registrada em Kerch – mais de 74 mil pessoas, ou 64,3% dos eleitores. Seguido por atividade vai Krasnoperekopsky região – 54,4% dos eleitores, ou mais de 11 mil pessoas, e Teodósio – 51% dos eleitores, ou mais de 42 mil pessoas. A menor atividade foi observada na região de Kirov – 36,6% dos eleitores, ou mais de 15 mil pessoas. Na parte norte de Sevastopol 13 horas votaram mais de 50% dos eleitores.

Observadores internacionais
Tecnicamente, não. Segundo a BBC, o Parlamento da Crimeia convidou formalmente monitores da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa), mas a entidade não tinha planos de enviar nenhum observador por considerar a votação ilegal.

Entretanto, o jornal Новая Газета destaca acerca do papel de alguns observadores internacionais e que, inclusive, não registraram nenhum tipo de violação e atestaram sobre o forte comparecimento da população. “Isso foi relatado pela Itar-Tass Sejm deputado Mateusz Piskorski, que lidera uma delegação de observadores europeus na Crimeia. Segundo o mesmo o jornalista, União Europeia afirmou que não enviou observadores à Criméia.

A União Europeia e a Estados Unidos afirmaram que não vão reconhecer o resultado do referendo deste domingo e que a Rússia pode esperar sanções ainda esta semana e que a economia dos país sofrerá com as consequências.

Resultado
Os primeiros resultados sairão logo após o fim da votação. Segundo o jornal Новая Газета, testemunhas já observam pessoas em Simferopol comemorando e gritando nas ruas: “Rússia”. – acompanhe o referendo na Crimeia online

Fontes
BBC
Новая Газета
Veja
Moskovsky Komsomolets

Crimeia tem referendo controverso neste domingo (16)

2

Por André Rodrigues

O referendo para decidir se a Crimeia vai se separar da Ucrânia e ser anexada pela Rússia será realizado no domingo (16). A Otan e o Tribunal da Ucrânia declaram o referendo da Crimeia inconstitucional.

“O referendo seria uma violação direta da Constituição ucraniana e do direito internacional. Se realizado, ele não teria nenhum efeito legal ou legitimidade política”, disse O Secretário-Geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen. ( G1)

Atrás da cortina
Os cidadãos farão a escolha entre separar-se da Ucrânia e juntar-se à Rússia ou ficar na Ucrânia com maior autonomia. Atrás da cortina, há motivações contundentes que reforçam a iniciativa russa como a ocupação da península por tropas.

A Crimeia é objetivo de disputa territorial. Lançou-se até o termo “nova guerra fria” em alusão à disputa travada nos bastidores entre EUA e Rússia.

A Ucrânia é um país que cria uma separação entre Rússia e a Europa, principalmente considerando as nações que faziam parte do bloco oriental e agora estão aliadas a Otan (ocidente).

“Some isso ao medo de perder a base naval da Crimeia, que fornece acesso ao Mediterrâneo para a esquadra russa do mar Negro e será possível entender porque era inevitável que Moscou tomasse uma atitude dramática”, destaca artigo da BBC Brasil.

“As alegações exaustivamente repetidas pelos russos de que a revolução em Kiev libertou hordas de “neonazistas” dispostos a varrer a população de origem russa do leste da Ucrânia são apenas um pretexto para encobrir a razão estratégica real para a intervenção militar na Crimeia.”

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Vozes latentes
Numa região em que há convívio entre dois povos que falam a língua russa há quem já tenha optado por seu voto no pleito e as opiniões se misturam.

“Quanto à Ucrânia? Definitivamente, não”, disse Vitaly Gurgov, em entrevista a David Horsum, do New York Times. “A Ucrânia não tem futuro com os políticos sem legitimidade.”

“Espero que a gente continue na Ucrânia. Espero que a Crimeia continue na Ucrânia”, opinou um moça de nome Elena. “Espero que entremos para a Europa.”, opinou uma moça chamada Elena.

“Minha mãe mora na Ucrânia. Todos queremos paz. Ucranianos e russos somos iguais e nos amamos entre si. Acho que os EUA não deveriam se envolver nessa situação. Rússia e Ucrânia são como dois amantes que brigam, e a América é como uma terceira parte desnecessária!”, reforçou Anna Lidia, em São Petersburgo, Rússia, ouvida por uma reportagem da BBC.

Contagem de votos à porta fechada
A contagem de votos do referendo será na presença de “pessoas de confiança. Segundo o jornal Público PT, a apuração será secreta. Jornalistas terão acesso aos locais de votação, mas não na fase de contagem. Aos canais privados ucranianos foi dito explicitamente que não poderiam cobrir o referendo.

O primeiro-ministro disse em uma coletiva de imprensa que a presença de observadores internacionais é uma dúvida.

Para a questão das restrições e agressões a jornalistas tem uma explicação própria: “Só houve problemas com certos jornalistas que vieram lançar provocações sobre as milícias de autodefesa. Nós queremos que todos os jornalistas possam fazer uma cobertura adequada do referendo”.

Resolução da ONU
A Rússia foi o único país a votar contra a resolução da ONU que critica a realização do referendo na Crimeia, sul da Ucrânia. A Rússia foi o único membro do Conselho de Segurança a votar contra o documento. China, considerada uma aliada da Rússia, se absteve.

Fontes:
New York Times
BBC Brasil
Portal IG
Jornal da Globo
Jornal Público PT
G1
Carta Capital
Embaixada da Ucrânia no Brasil
Estadão

• Atualizado em 15/3, às 17h35