Índia – o maior processo eleitoral do mundo

 

Por André Rodrigues1212121

A Índia escolhe seu novo parlamento e governo no maior processo eleitoral do mundo. A votação que começou no último dia 7,  segue até 12 de maio – resultados serão divulgados no dia 16.

As eleições são cruciais para os indianos, que esperam mudanças na política interna e externa do país. Considerada a maior democracia do mundo, 815 milhões de pessoas estão registradas e aptas para exercer o direito de voto no país que tem uma das maiores economias do mundo.

A eleição funciona em fases – 9 no total. Segundo a BBC, o voto eletrônico será usado em todas as zonas eleitorais e todo o processo será observado pela Comissão Eleitoral da Índia.

930 mil postos de votação foram preparados e a eleição ocorre em fases nos 28 estados com voto é facultativo. Um marco segundo a Comissão Eleitoral da Índia que avaliou num aumento de 12% de postos em relação às disputas de 2009.

Ainda de acordo com a BBC, neste ano há novidades no processo. O eleitor terá a opção de se abster. Haverá a tecla “nenhuma das opções acima” nas máquinas de votação. Eleitores transexuais, que anteriormente tinham que se registrar como homem ou mulher diante a Comissão Eleitoral, pela primeira vez serão autorizados a registrar e votar como “terceiro sexo”.

Algumas importantes questões nortearão as escolhas dos eleitores. Entre elas a preocupação com o histórico de corrupção que culmina o país desde sua independência (1947), engendrado num sistema complexo de interesses políticos. Também está no cerne do debate a crise econômica, o desemprego, acesso à educação e violência contra as mulheres.

As principais forças na disputa são o governista Partido do Congresso e o oposicionista hinduísta Bharatiya Janata Party (BJP). Atualmente a Índia é governada pelo Partido do Congresso liderado pelo herdeiro da dinastia Nehru-Gandhi – a sigla venceu as duas últimas eleições.

 

Siga a página do Voto em Imagens no Facebook

• Siga o Voto em Imagens no Twitter

 

Voto dos jovens
Na Índia, cerca de 100 milhões de jovens têm o direito de votar pela primeira vez. Dos 1,21 bilhão de indianos, metade está na faixa etária dos 25 anos. Destes 100 milhões, 23 milhões têm entre 18 e 19 anos. Segundo a Comissão Eleitoral da Índia, desse número, 13,5 milhões são homens e 9,5 milhões são de mulheres.

Os jovens são uma esperança para o futuro político do país. Corrupção, pouco acesso à Educação e a violência contra as mulheres são temas centrais correlacionados ao voto dos jovens.

Os casos de estupro geraram grande repercussão na imprensa e está no debate entre os eleitores que aguardam políticas nesse sentido.

Atentados
Rebeldes maoístas são acusados de matar 12 pessoas em duas explosões na região central da Índia. Seis funcionários eleitorais morreram na explosão de um ônibus no estado de Chhattisgarh. Mais cinco agentes das forças de segurança também morreram na explosão de uma mina.

Fontes
BBC
Público PT
Portal Terra
Bol
Valor Econômico
Mega TV

Registros indeferidos e cassação de candidatos geram novas eleições

 

Por André Rodrigues

Ainda há eleições sendo realizadas país afora. O pleito acontece nos municípios de Palestina (AL), São Sebastião da Vargem Alegre (MG) e Pedras Altas (RS) para escolher prefeito e vice-prefeito. Problemas no registro de candidatura e cassação são os principais motivos.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o novo pleito é realizado, pois as eleições de 2012 para prefeito foram anuladas. Candidatos que receberam mais de 50% dos votos válidos tiveram os registros de candidatura indeferidos ou mandados cassados. Logo, conforme resolução nº 23.280/2010, eleições suplementares devem ser marcadas sempre no primeiro domingo de cada mês, pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Segundo o calendário do TSE ainda estão marcadas eleições para o mês de maio e junho.

Palestina
No município de Palestina, Sertão alagoano, aproximadamente 3,6 mil eleitores voltam às urnas para escolher o novo prefeito. De acordo com informações do cartório eleitoral da 11ª Zona, Palestina tem cinco mil habitantes e conta com 11 seções eleitorais, que se concentram em duas escolas públicas localizadas na área urbana daquele município.

Conforme o TSE, em Palestina, foi negado o registro de candidatura de José Alberto Barbosa dos Santos, eleito prefeito do município, em 2012, com mais de 50% dos votos válidos. Ele foi denunciado pelo Ministério Público por não ter feito o registro de candidatura de seu vice, Gedílson Costa da Silva, em tempo hábil.

São Sebastião da Vargem Alegre
No município da Zona da Mata Mineira, as eleições foram marcadas devido à cassação do do prefeito reeleito Eloiz Massi (PDT) e do vice Cristiani Oliveira Pinto (DEM) no dia 1º de outubro de 2013 por captação ilícita de sufrágio, conforme texto do TER local. Disputam o cargo de prefeito do município mineiro neste domingo os candidatos Claudiomir José, do PMDB, e Sandra da Saúde, do PDT.

Os 2.752 eleitores da cidade – aqueles inscritos até o dia sete de novembro de 2013 no cadastro eleitoral – votarão das 8h até as 17h em urnas eletrônicas. São Sebastião da Vargem Alegre tem oito seções eleitorais, sendo uma delas seção especial (com acessibilidade), distribuídas em dois locais de votação. Para organizar os trabalhos, estão escalados para trabalhar 32 mesários. No último pleito, em 2012, o eleitorado era composto de 2.792 eleitores. Desse número, 2.613 eleitores compareceram, 36 votaram em branco e 80 anularam seus votos, resultando em 2.497 votos válidos, que elegeram o prefeito com 50,22% dos votos.

Pedras Altas
Em Pedras Altas, o prefeito Jair Luis Bellini teve seu diploma cassado por compra de votos e prática de conduta vedada a agente público em campanha. A decisão foi confirmada pelo Tribunal no dia 26 de novembro de 2013.

Na cidade, Nas eleições 2012, Pedras Altas possuía 2.241 eleitores aptos a votar. Na eleição suplementar, estarão aptos a votar todos os que estiverem com a inscrição eleitoral regular, domiciliados no município, até o dia 5 deste mês.

Os candidatos a prefeito na nova eleição em Pedras Altas são Fábio Luiz, do PSDB, e Giovane Pito, do PT.

Afeganistão tem eleição histórica

Por André Rodrigues

O Afeganistão realiza uma eleição histórica. Os afegãos escolhem seu novo líder numa votação que pode ser um marco de transição democrática numa história de mais de 5 mil anos da nação. De acordo com o site Aljazeera, mais de 350 mil soldados estão incumbidos de proteger a eleição.

A votação ocorre neste sábado (5). As urnas forma abertas às 7 horas (23h30 de sexta-feira em Brasília). Os resultados preliminares serão divulgados em 24 de abril. O segundo turno está previsto para 28 de maio. Segundo uma sondagem prévia, três em cada quatro afegãos estavam pensando em votar.

A população está decidida a votar – pelo menos a da área urbana. De acordo com o jornal Zero Hora, cerca de 3,8 milhões de novos eleitores — entre eles 1,3 milhão de mulheres — se inscreveram para participar das eleições. Estima-se que existam 20 milhões de cartões eleitorais em circulação, vários milhões a mais que a avaliação sobre a quantidade de cidadãos habilitados a votar.

Oito candidatos concorrem à eleição para substituir Hamid Karzai – que não pode concorrer segundo a Constituição. Entre os favoritos, segundo a AFP, está Zalmai Rasul, considerado o candidato do atual presidente, Ashraf Ghani, economista, e Abdullah Abdullah, que ficou em segundo lugar na eleição de 2009.

Pleito tenso
Um dos maiores receios é quanto à segurança e uma onda de violência dita o clima antes da eleição. O Talibã rejeitou a eleição e reforçou o empenho para frustrar a realização do pleito. Há dois dias houve um atentado em Cabul, no mês passado um jornalista sueco (Nils Horner) foi morte e ontem, uma fotógrafa (Anja Niedringhaus) foi morta por um disparo.

A preocupação com a fraude ancora-se numa inércia estrutural. De acordo com o jornal Público PT, a ouvir Martine van Biljert, diretora da Afghan Analysts Network, destaca que a distribuição de mais de 20 milhões de cartões torna-se uma espécie de moeda. Ou seja, viram prática de abundância para votos falsos. “A enormidade do país e as deficientes comunicações, o analfabetismo e a hierarquia tribal da sociedade, a corrupção e a debilidade das instituições ajudam a explicar o resto”, destaca o Público.

Voto Feminino
O voto feminino será outro ponto que estará no centro das atenções, já que os direitos das mulheres foram o eixo central dos esforços internacionais após a queda do regime talibã, que obrigava as mulheres a se cobrir com burcas e vedava o acesso das meninas à escola. Logo, a participação das mulheres será um importante reforço na votação.

Entretanto, muitos dos cartões, segundo Martine van Biljert, diretora da Afghan Analysts Network, na reportagem do jornal Público PT, “nas zonas rurais mais conservadoras, os cartões das mulheres não têm fotografia e os registros são muitas vezes feitos pelo chefe de família. Mais tarde, são também eles que votam por elas.

Obsrvadores
– É um momento crítico na história do Afeganistão – disse Marzia Faraz, na nota oficial do Free and Fair Election Fórum of Afeghanistan (Fefa).

A Fefa é uma ONG independente tem a missão de realizar a observação da eleição afegã. A entidade, segundo o Foreign Policy (FP), vai disponibilizar mais de 10 mil observadores, distribuídos em 399 distritos. Faraz tem a missão de documentar violações, intimidação, propaganda eleitoral, entre outras irregularidades.

O trabalho de observação começa muito tempo antes da eleição. E Faraz esteve promovendo a participação feminina.

• Curta a página do Voto em Imagens no Facebook

• Receba informações do Voto em Imagens no Twitter

Fontes
Folha de São Paulo
AlJazeera
Euronews
FEFA
G1
FP
Público PT
New York Times
Zero Hora

Fotógrafa morre em ataque um dia antes da eleição no Afeganistão

A fotógrafa Anja Niedringhaus, da Associated Press (AP) morreu nesta sexta-feira (4), nas vésperas da eleição no Afeganistão. Segundo as fontes oficiais, Anja foi atingida por um tiro na província de Khost, no leste do Afeganistão. Outra jornalista que acompanhava a fotógrafa ficou ferida com gravidade. Com o assassinato de Anja, soma-se o segundo a ocorrer no período eleitoral no país.

O incidente ocorreu no distrito de Tania. O porta-voz da policia diz que disparos foram realizados por desconhecidos. Outra fonte, que preferiu manter o anonimato, segundo a agência Efe, disse que os homens que dispararam contra a fotojornalista vestiam uniformes da policia afegã.

Anja, 48 anos, tinha vasta experiência em cobertura internacional e nome reconhecido. Cobria pelo menos há 20 anos conflitos na Bósnia e Afeganistão. Ganhou um Pulitzer em 2005, com parte de um trabalho na cobertura da guerra do Iraque.

O chefe adjunto de polícia de Khost, Yaqub Mandozai, disse que foi a primeira vez em Khost que atacam jornalistas.

Anja Niedringhaus foi o segundo jornalista ocidental assassinado no Afeganistão durante a campanha eleitoral. No dia 11 de março o repórter sueco Nils Horner foi morto a tiros.

Veja fotos de Anja

Maioria do STF vota contra doação de empresas privadas a campanhas eleitorais

• Por Agência Brasil – texto de André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco


A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou hoje (2) a favor da proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas. Por 6 votos a 1, os ministros entenderam que as doações provocam desequilíbrio no processo eleitoral. Apesar da maioria formada, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Não há prazo para o julgamento ser retomado.

O Supremo julgou a ação direta de inconstitucionalidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra doações de empresas privadas a candidatos e a partidos políticos. A OAB contesta os artigos da Lei dos Partidos Políticos e da Lei das Eleições que autorizam as doações para campanhas políticas.

De acordo com a regra atual, as empresas podem doar até 2% do faturamento bruto obtido no ano anterior ao da eleição. Para pessoas físicas, a doação é limitada a 10% do rendimento bruto do ano anterior.

Mesmo com o pedido de vista, dois ministros pediram para adiantar seus votos. Marco Aurélio, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), manifestou-se a favor da proibição das doações de empresas privadas. Segundo o ministro, o processo eleitoral deve ser justo e igualitário. “Não vivemos uma democracia autêntica, mas um sistema politico, no qual o poder exercido pelo grupo mais rico implica a exclusão dos menos favorecidos”, afirmou.

Marco Aurélio citou dados do TSE que demonstram os gastos das campanhas eleitorais em eleições passadas. De acordo com o ministro, em 2010, o custo de uma campanha para deputado federal chegou a R$ 1,1 milhão. Para senadores, o gasto médio ficou em torno de R$ 4,5 milhões. Na disputa para a Presidência da República, os candidatos gastaram mais de R$ 300 milhões.

De acordo com o tribunal, os maiores financiadores das campanhas são empresas que têm contratos com o Poder Público, como empreiteiras. “O dados revelam o papel decisivo do poder econômico para o resultado das eleições”, disse Marco Aurélio.

Na sessão de hoje, o ministro Ricardo Lewandowski também seguiu entendimento da maioria e votou pelo fim das doações. Para ele, os repasses vultosos para campanhas políticas ferem o equilíbrio das eleições.

A maioria dos ministros seguiu o voto proferido pelo relator da ação, ministro Luiz Fux, em dezembro do ano passado. Também acompanharam o entendimento de Fux os ministros Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa. De acordo com o voto de Fux, as únicas fontes legais de recursos dos partidos devem ser doações de pessoas físicas e repasses do Fundo Partidário.

Fux também definiu que o Congresso Nacional terá 24 meses para aprovar uma lei que crie normas uniformes para as doações de pessoas físicas e para recursos próprios dos candidatos. Se, em 18 meses, a nova lei não for aprovada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá criar uma norma temporária.

Até o momento, apenas Teori Zavascki votou contra a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas.

• Fotogaleria – A Marcha, nova versão 50 anos depois

Este slideshow necessita de JavaScript.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Este slideshow necessita de JavaScript.

• Curta a página do Voto em Imagens no Facebook

• Receba informações do Voto em Imagens no Twitter

Estas 29 fotografias, registradas na “Marcha da Família com Deus pela Libertada”, realizada em São Paulo, no dia 22 de março de 2014. São imagens de André Rodrigues, Marcos Xreda e Marco Lima. Duas marchas foram realizadas: “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” e “Marcha Antifascista”. Antagônicas na essência por suas reivindicações e pelo posicionamento político. Uma ovacionava a intervenção militar e outra reivindicava a ‘ditadura nunca mais’.

A Marcha da Família, versão reeditada (a primeira aconteceu em 19 de março de 1964 e contou com a participação de aproximadamente 500 mil pessoas) teve manifestações em várias capitais (Rio de Janeiros, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, entre outras). Na capital paulista, contou com a participação de centenas de pessoas que marcharam da Praça da República até a Praça da Sé.

Ativistas que participaram da Marcha da Família deixavam bem claras suas posições e crenças. Entre elas, a intervenção militar, insatisfação com o governo e com a corrupção no país.

“Eu sou federalista, sou a favor da democracia. Só que a gente não tem certeza se a nossa democracia está sendo exercida. Então, sou a favor que os militares intervenham, não o regime, apenas para convocar novas eleições com voto impresso, para o povo ter garantia de que o voto que ele está dando está indo para quem ele colocou lá. Não é regime militar”, disse Walace Silvestre em declaração publicada na Agência Brasil.

Ponderação
Sim, o país, assim como qualquer outro, enfrenta problemas que devem ser sanados com sobriedade, cooperação e maturidade política. Nossas instituições e poderes estão alicerçados e estruturados constitucionalmente. Inclusive, a nossa representação política. Ou seja, por mais que eu não concorde com certos ideários ou práticas governamentais, estes nos representam, pois vivemos numa sociedade democrática – com deveres e direitos –, e a necessária consciência de fazer parte de um contexto político fundamentado na vontade da maioria. Logo, também vale ressaltar que há os mecanismos legítimos para o descontentamento, verificação e mudança de governança. Eleição e voto livre estão entre elas. (André Rodrigues)

Fotos: Marco Lima, Marcos Xreda e André Rodrigues
Copyright © 2014 – Voto em Imagens – Todos os direitos reservados – protegida pela Lei de Direito Autoral do Brasil (Lei 9610/1998).

 

Atualização: fotos acrescentadas às 12 horas

Eleitores do DF têm uma semana para fazer recadastramento biométrico

Por Agência Brasil

Os eleitores do Distrito Federal têm uma semana para fazer o recadastramento biométrico nos cartórios eleitorais mais próximos. O prazo termina na segunda-feira (31). O eleitor deve levar documento oficial de identidade e comprovante de residência, todos originais. Os locais de atendimento vão funcionar das 8h às 18h, durante a semana. No sábado (29) e no domingo (30), o horário será das 8h às 14h.

Se não regularizar a situação até o fim do prazo, o eleitor terá o título cancelado. Com isso, terá problema para fazer matrícula em faculdades públicas, receber salário (no caso de funcionários públicos), solicitar passaporte, empréstimos, pensão ou aposentadoria, além de não poder votar.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), 300 mil eleitores ainda não fizeram o recadastramento. Levantamento mais recente informa que 84,08% do eleitorado do DF já foi identificado por meio das digitais.

A biometria vem sendo introduzida pela Justiça Eleitoral desde 2008, após mais de 20 anos de processo manual de votação, com urnas de lona e cédulas de votação de papel.

Para 2014, a estimativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que 22 milhões dos 140 milhões de eleitores brasileiros sejam identificados pela biometria. Quatro estados (Sergipe, Alagoas, Amapá e Distrito Federal) e 844 municípios terão eleitores votando apenas pela biometria.

Em 2008, o sistema de identificação dos eleitores, por meio da biometria, foi lançado em três cidades. Na época, 40 mil eleitores dos municípios de Colorado do Oeste (RO), Fátima do Sul (MS) e São João Batista (SC) foram os primeiros a serem identificados pelo novo processo. Nas eleições presidenciais de 2010, mais de 1 milhão de eleitores de 60 cidades de 23 estados foram identificados biometricamente. Na eleição municipal de 2012, foram 7,7 milhões de eleitores de 299 municípios.

Reedição da Marcha da Família

X-3

Foto: André Rodrigues

Marcha da direita
A Marcha da Família, que foi realizada neste sábado (22) reuniu cerca de mil pessoas em São Paulo, segundo o major responsável pela operação no local. A marcha saiu da Praça da República e seguiu até a Praça da Sé, repetindo o trajeto da marcha de 1964. Nesta nova versão, o mote foi “Marcha da Família com Deus pela Liberdade” e contou com a participação de muitos grupos defensores da intervenção militar e alguns tumultos.

X-5

Foto: Marcos Xreda

Aos gritos de “fora PT”, “fora Dilma” “não queremos eleição, queremos intervenção”, “queremos os militares protegendo o Brasil” e muitas manifestações de nacionalismo e ode aos militares, os manifestantes caminharam pelo centro da capital paulista.

Ações hostis foram manifestadas desde o começo por grupos identificados como a “brigada” de proteção ao ato. Quem era identificado como “comunista” ou sequer vestia vermelho automaticamente era “preso” e expulso. Segundo alguns veículos de comunicação, uma manifestante que foi à marcha errada (Antifascita) com uma bandeira do Brasil, também foi hostilizada. Dois rapazes vestidos com saia resolveram provocar a marcha com cartazes escritos “Marchinha quase da família” e tiveram os cartazes rasgados. Outras agressões também ocorreram como a agressão ao fotojornalista Leonardo Martins.

X

Foto: André Rodrigues

Marcha da esquerda
Uma Marcha Antifascista, organizada por esquerdistas que reivindicam a ditadura nunca mais, também ocorreu pra contrapor a Marcha da Família e seguiu até a Luz.

X-8

Foto: Marcos Xreda

Foto: André Rodrigues

Foto: André Rodrigues

Foto: Marcos Xreda

Foto: Marcos Xreda

 

Foto: André Rodrigues

Foto: André Rodrigues

 

Com 95% dos votos em referendo, eleitores são a favor de anexação da Crimeia à Rússia

Por André Rodrigues

Com pelo menos 75% das urnas apuradas, o resultado revela que 95,7% de eleitores quer a República Autônoma da Crimeia anexada à Rússia, informa a Comissão Eleitoral da Crimeia. O governo da Crimeia anuncia o resultado como oficial. Na segunda-feira será homologado pelo Parlamento.

O referendo popular na Crimea foi encerrado por volta das 20 horas (horário local / 15 horas em Brasília) e teve um grande fluxo de eleitores. Com o resultado milhares de pessoas foram para praça central da cidade de Simferopol.

Na Praça Lênin, uma deputada gritou: “Ganhámos. A Crimeia é parte da Rússia.” E foi aplaudida aos gritos de “Rússia”, “Rússia”, destaca o jornal Público PT.

O primeiro-ministro Sergei Akyosnov comentou o resultado do referendo sobre a reunificação da república autônoma ucraniana com a Rússia, gritando para uma multidão em Simferopol: “Vamos regressar a casa!”. Ele também destacou que a Crimeia vai se tornar parte da Rússia o mais rápido possível. “Vamos fazer tudo o mais rápido possível, mas respeitando todos os procedimentos legais.”

De acordo com o jornal Folha, cidadãos da etnia tártara, 12% da Crimeia, e os ucranianos, em torno de 25%, teriam boicotado o referendo.

União Europeia (UE) e Estados Unidos (EUA) reiteram que não reconhecem o referendo e devem lançar sanções.

Ponderação
O referendo na Crimeia é um tanto que obscuro. Uma eleição feita às presas, com imposição militar – há quem afirme que as tropas estavam na península para proteger o gasoduto –, falta de observadores internacionais e com muitos pormenores que envolve blocos de países, União Europeia, Estados Unidos, ONU e ranços da Guerra Fria, entre outros interesses territoriais, reforça a ideia de que o resultado já estava decidido muito antes do pleito. Em fevereiro, as tropas russas deram o tom do resultado. Não há soberania, nem vontade em massa, que sobreponha tanques e fuzis.

Putin disse que descartava uma invasão militar na Ucrânia, entretanto, o resultado, como alardeado por muitos segmentos; inclusive a imprensa internacional, não era difícil de prever.

O poderio propagandístico russo ecoou forte em todos os meios. Quem observa isso e a rede BBC ao dizer que tudo mudou desde o início do mês com a transmissão tradicional das TVs (tradicional e a cabo) foram removidas e substituídas por emissoras russas. Um verdadeiro “apagão” nas emissoras ucranianas. Jornais, sites, panfletos e outdoors foram espalhados pelas ruas para reforçar a posição de que a Crimeia não é nada sem a Rússia – uma dessas propagandas mostra o mapa da Crimeia pintado com a suástica nazista; a outra, o mapa da Crimeia pintado com as cores da bandeira russa.

Entretanto, a preocupação de um número apertado sair das urnas caiu por terra com o anúncio de que 95% dos eleitores (leia-se aqui eleitores e não população) optam pela anexação à Rússia.

Caio Blinder, em seu blog, relembra que uma pesquisa feita antes da invasão revelou que apenas 42% dos habitantes eram favoráveis ao desmembramento.

Ele também traz: “Em dezembro de 1991, teve lugar o referendo na Ucrânia sobre independência da União Soviética. O comparecimento foi de 76% e 90% dos eleitores votaram a favor da independência. De acordo com o censo de 1989, os russos perfaziam 22% da população ucraniana (no censo de 2001, eles caíram para 17%). No referendo de 1989, em todos os distritos houve voto da maioria pela independência. Mesmo na Crimeia (onde os russos então perfaziam 67% da população), 54% dos votos foram favoráveis à independência ucraniana”, destaca.

Algumas certezas são evidentes, mas pergunta que fica é o que vai suceder após o referendo? Como as autoridades em Kiev devem reagir principalmente nesse clima de tensão? Vale lembrar que a imprensa mostrou que o governo de Kiev montou força policial e ampliou o alistamento para combater a “ameaça russa”.

Fontes
Público PT
Folha de São Paulo
Veja
BBC Brasil
G1
Agência Brasil
BBC [2]
BBC [3]
Veja [2]

Informações atualizadas às 22h40

Crimeia: o voto sob pressão militar

Por André Rodrigues

1Sob forte presença militar russa na península (que na perspectiva das organizações internacionais caracteriza uma violação de tratados) eleitores da Crimeia votam neste domingo o referendo para decidir acerca da unificação com a Rússia ou autonomia.

Pergunta do referendo
O referendo perguntou aos eleitores: “Você é a favor da reunificação da Criméia com a Rússia como parte da Federação da Rússia?” ou “Você é a favor da restauração da Constituição de 1992 e a condição da Criméia como parte da Ucrânia?”

Quem vota
A votação começou por volta das 8 da manhã e deve ser encerrada 12 horas conseguintes. 1,5 milhão de pessoas estão aptas a votar. Ou seja, cidadão acima de 18 anos que residam na Crimeia e que tenham documento de identificação.

De acordo com a BBC, entretanto, “as regras do referendo não estabelecem se há um número mínimo de votos necessários para que o resultado seja implementado”.

O jornal Moskovsky Komsomolets aponta que na Criméia votaram 42,27% dos eleitores, ou mais de 670 mil pessoas. A maior participação registrada em Kerch – mais de 74 mil pessoas, ou 64,3% dos eleitores. Seguido por atividade vai Krasnoperekopsky região – 54,4% dos eleitores, ou mais de 11 mil pessoas, e Teodósio – 51% dos eleitores, ou mais de 42 mil pessoas. A menor atividade foi observada na região de Kirov – 36,6% dos eleitores, ou mais de 15 mil pessoas. Na parte norte de Sevastopol 13 horas votaram mais de 50% dos eleitores.

Observadores internacionais
Tecnicamente, não. Segundo a BBC, o Parlamento da Crimeia convidou formalmente monitores da OSCE (Organização para Segurança e Cooperação na Europa), mas a entidade não tinha planos de enviar nenhum observador por considerar a votação ilegal.

Entretanto, o jornal Новая Газета destaca acerca do papel de alguns observadores internacionais e que, inclusive, não registraram nenhum tipo de violação e atestaram sobre o forte comparecimento da população. “Isso foi relatado pela Itar-Tass Sejm deputado Mateusz Piskorski, que lidera uma delegação de observadores europeus na Crimeia. Segundo o mesmo o jornalista, União Europeia afirmou que não enviou observadores à Criméia.

A União Europeia e a Estados Unidos afirmaram que não vão reconhecer o resultado do referendo deste domingo e que a Rússia pode esperar sanções ainda esta semana e que a economia dos país sofrerá com as consequências.

Resultado
Os primeiros resultados sairão logo após o fim da votação. Segundo o jornal Новая Газета, testemunhas já observam pessoas em Simferopol comemorando e gritando nas ruas: “Rússia”. – acompanhe o referendo na Crimeia online

Fontes
BBC
Новая Газета
Veja
Moskovsky Komsomolets

Crimeia tem referendo controverso neste domingo (16)

2

Por André Rodrigues

O referendo para decidir se a Crimeia vai se separar da Ucrânia e ser anexada pela Rússia será realizado no domingo (16). A Otan e o Tribunal da Ucrânia declaram o referendo da Crimeia inconstitucional.

“O referendo seria uma violação direta da Constituição ucraniana e do direito internacional. Se realizado, ele não teria nenhum efeito legal ou legitimidade política”, disse O Secretário-Geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen. ( G1)

Atrás da cortina
Os cidadãos farão a escolha entre separar-se da Ucrânia e juntar-se à Rússia ou ficar na Ucrânia com maior autonomia. Atrás da cortina, há motivações contundentes que reforçam a iniciativa russa como a ocupação da península por tropas.

A Crimeia é objetivo de disputa territorial. Lançou-se até o termo “nova guerra fria” em alusão à disputa travada nos bastidores entre EUA e Rússia.

A Ucrânia é um país que cria uma separação entre Rússia e a Europa, principalmente considerando as nações que faziam parte do bloco oriental e agora estão aliadas a Otan (ocidente).

“Some isso ao medo de perder a base naval da Crimeia, que fornece acesso ao Mediterrâneo para a esquadra russa do mar Negro e será possível entender porque era inevitável que Moscou tomasse uma atitude dramática”, destaca artigo da BBC Brasil.

“As alegações exaustivamente repetidas pelos russos de que a revolução em Kiev libertou hordas de “neonazistas” dispostos a varrer a população de origem russa do leste da Ucrânia são apenas um pretexto para encobrir a razão estratégica real para a intervenção militar na Crimeia.”

• Siga a página do Voto em Imagens no Facebook
• Siga o Voto em Imagens no Twitter

Vozes latentes
Numa região em que há convívio entre dois povos que falam a língua russa há quem já tenha optado por seu voto no pleito e as opiniões se misturam.

“Quanto à Ucrânia? Definitivamente, não”, disse Vitaly Gurgov, em entrevista a David Horsum, do New York Times. “A Ucrânia não tem futuro com os políticos sem legitimidade.”

“Espero que a gente continue na Ucrânia. Espero que a Crimeia continue na Ucrânia”, opinou um moça de nome Elena. “Espero que entremos para a Europa.”, opinou uma moça chamada Elena.

“Minha mãe mora na Ucrânia. Todos queremos paz. Ucranianos e russos somos iguais e nos amamos entre si. Acho que os EUA não deveriam se envolver nessa situação. Rússia e Ucrânia são como dois amantes que brigam, e a América é como uma terceira parte desnecessária!”, reforçou Anna Lidia, em São Petersburgo, Rússia, ouvida por uma reportagem da BBC.

Contagem de votos à porta fechada
A contagem de votos do referendo será na presença de “pessoas de confiança. Segundo o jornal Público PT, a apuração será secreta. Jornalistas terão acesso aos locais de votação, mas não na fase de contagem. Aos canais privados ucranianos foi dito explicitamente que não poderiam cobrir o referendo.

O primeiro-ministro disse em uma coletiva de imprensa que a presença de observadores internacionais é uma dúvida.

Para a questão das restrições e agressões a jornalistas tem uma explicação própria: “Só houve problemas com certos jornalistas que vieram lançar provocações sobre as milícias de autodefesa. Nós queremos que todos os jornalistas possam fazer uma cobertura adequada do referendo”.

Resolução da ONU
A Rússia foi o único país a votar contra a resolução da ONU que critica a realização do referendo na Crimeia, sul da Ucrânia. A Rússia foi o único membro do Conselho de Segurança a votar contra o documento. China, considerada uma aliada da Rússia, se absteve.

Fontes:
New York Times
BBC Brasil
Portal IG
Jornal da Globo
Jornal Público PT
G1
Carta Capital
Embaixada da Ucrânia no Brasil
Estadão

• Atualizado em 15/3, às 17h35

Programa de TV sobre Eleições 2014

Há pouco mais de um mês, entrou no ar na TV Justiça Eleitoral, numa iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral, o programa “Eleições 2014”. Na verdade, um debate com o presidente da Corte ministro Marco Aurélio.

Numa conversa ‘informal’, jornalistas de vários meios de comunicação debateram sobre assuntos relativos às eleições gerais deste ano sem restrições ou censura. Temas atuais e até mesmo polêmicos circularam na roda de conversa.

“A ideia da conversa é esclarecer, acima de tudo, os eleitores sobre as balizas que devem nortear uma eleição democrática”, destacou o ministro Marco Aurélio num artigo veiculado no site do TSE.

No primeiro programa, exibido no dia 4 de fevereiro, os jornalistas fizeram perguntas ao presidente sobre as Resoluções das eleições deste ano e a relação entre a sociedade, a política e o voto.

No segundo, veiculado no dia 11 de fevereiro, os temas abordados foram financiamento de campanhas e Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135/2010). Os terceiro e quarto programas exibidos nos dias 18 e 25, respectivamente, falaram sobre a força das ruas versus a força das urnas e o processo eleitoral.

O vídeo, disponível no canal do Youtube, não pode ser incorporado. Para assistir vale acessar o link.

Jornalista Nils Horner morre em Cabul um mês antes das eleições

O correspondente do Sul da Ásia para Rádio da Suécia, Nils Horner, morreu em Cabul, no Afeganistão, neste dia 11 após ser baleado. Ele fazia reportagens prévias das eleições.

Segundo os principais jornais, Horner, de 52 anos, fazia entrevistas no Wazir Akbar Khan, um bairro abastado com fama de tranquilo, quando foi alvejado por dois homens. A zona é tida como “diplomática”, pois é povoada por embaixadas, organizações não-governamentais e jornalistas ocidentais.

O jornalista levou um tiro na região da nuca e morreu no hospital. Horner, trabalhava para a rádio pública sueca desde 2001 e cobriu a queda dos talibãs naquele ano e a guerra do Iraque, em 2003, e pretendia ficar na região por mais dez dias para dar cabo das reportagens.

O incidente abre o debate sobre a questão de segurança na capital e uma nova tendência de violência, principalmente para estrangeiros

Fontes
G1
Portal Imprensa
Time
The Washington Post

Colombianos votam em eleições legislativas

Por André Rodrigues

bandeira colombiaO povo colombiano vota neste domingo (9) nas eleições legislativas. De acordo a Registradoria Nacional do Estado Civil (equivalente ao Tribunal Superior Eleitoral no Brasil), cerca de 32,79 milhões de pessoas estão habilitadas ao voto. Faltando aproximadamente uma hora para o encerramento das mesas, a votação ocorre de forma tranquila.

Ainda de acordo com a Registradoria Nacional do Estado Civil, as mulheres são maioria no eleitorado colombiano: 17 milhões de eleitoras contra 15,75 milhões de homens. O país tem 10.727 centros de votação, com 96.722 mesas eleitorais.

Trata-se de um pleito de grandes expectativas visto os importantes temas que tocam o país. Entre eles as negociações com as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc), reformas no judiciário, reforma no sistema de ensino, além de ser um termômetro para a eleição presidencial, marcada para 25 de maio.

• Siga a página do Voto em Imagens no Facebook
• Siga o Voto em Imagens no Twitter

A eleição
Em disputa está 102 vagas para o Senado e 166 para a Câmara de Representantes. Do total, cem vagas são de circunscrição nacional e duas para povos indígenas, conforme a Constituição colombiana. O país adota o sistema de voto por listas preferenciais, que podem ser abertas ou fechadas, mediante a escolha dos partidos. (informação publicada na Agência Brasil)

A disputa para o Senado traz 23 listas – referentes ao número de partidos e movimentos inscritos, com o total de 776 aspirantes. Para a Câmara de Deputados são 314 listas, que somam 1.487 candidatos.

São duas cédulas de votação: uma, nacional, é para escolher os senadores. A outra, regional, é para a eleição dos deputados. A cédula para o Senado tem, de um lado a lista dos partidos e, do outro, números de 1 a 100 ou até o número de candidatos inscritos por legenda.

Biometria nas eleições
O sistema de identificação biométrica do eleitor também está sendo adotado para o âmbito nacional segundo o jornal El Tiempo. A ideia é eliminar as fraudes eleitorais.

A biometria foi testada em eleições para prefeito em 2012 e 2013. No entanto, as eleições de hoje, será o grande teste do sistema para o pleito presidencial.

O jornal El Espectador ressalta que dos 10.727 mesas de voto autorizados no país, 974 tem a tecnologia necessária para contrastar identidades. O jornal destaca ter recebido várias queixas de eleitores em todo o país, alegando que, para votar, saíram apenas exigido o certificado. Ou seja, foi exigida apenas a cédula. Além disso, há registro de muitas falhas no sistema.

Fontes
El Tiempo
El Espectador
La Patria
Consejo Nacional Electoral
Jornal do Brasil
Agência Brasil
Registradoria Nacional do Estado Civil (Registraduría Nacional Del Estado Civil)

Lugar de mulher é na política [2] – atual sistema eleitoral favorece os homens

Por André Rodrigues

Apesar de o país ser presidido por uma mulher, (presidente Dilma Rousseff), a plena participação feminina na vida política esbarra em uma participação modesta e um sistema político predominante masculino. Neste 8 de março vale uma reflexão acerca de proposta que propicie igualdade de gênero e a inserção da mulher de forma mais ampla na esfera do poder.

A importância da mulher na sociedade, na vida pública e suas conquistas é uma realidade. Entretanto, não basta apenas o reconhecimento, a mulher precisa avançar para uma igualdade em áreas que vão além do trabalho. A cada ano, a cada nova eleição, o debate do tema ganha força em diversos segmentos. Mas como aumentar a participação da mulher na política?

Há quem defenda que os mecanismos atuais como a cota dos partidos de 30% de candidatura para as mulheres, 5% do Fundo Partidário ou tempo de propaganda na TV, não são garantias reais.

• Siga a página do Voto em Imagens no Facebook
• Siga o Voto em Imagens no Twitter

Num artigo veiculado no jornal O Tempo (5/3), a coordenadora da bancada feminina da Câmara, deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG), disse que o mais desafiador e importante no sistema eleitoral atual é “libertar o voto do poder econômico”.

Para tanto, Jô afirma ser essencial acabar com o financiamento privado de campanhas, tema sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). “As empresas tendem a investir nos homens, que concentram o poder partidário”, justificou.

Além disso, a parlamentar defende o voto em lista fechada, em que o partido apresenta uma listagem prévia de nomes e o eleitor escolhe apenas a legenda. Para Jô, a lista deveria ser proporcional, ou seja, para cada homem eleito haveria uma mulher, por exemplo.

Uma reforma política mais abrangente e com avanços no tema seria o caminho. Entre as sugestões igualar a proporção de mulheres e homens concorrendo na eleição.

Ainda no jornal O Tempo (5/3), a presidente do Partido da Mulher Brasileira (PMB), Sued Haidar, acredita que estar nos partidos boa dose de solução. De acordo com ela, quando o PMB conseguir se formalizar no país, 70% dos seus quadros serão preenchidos por mulheres.

O integrante da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Mário Lúcio Quintão, concorda que o caminho está nos partidos. “Trata-se de sensibilizar as legendas.”

Vote em mulher
O eleitor também pode fazer a diferença. Numa entrevista ao jornal Brasil de Fato, a ministra Eleonora Menicucci, da Secretariade Políticas para as Mulheres da Presidência, chamou atenção para o fato de a sociedade ser sexista e não votar em mulher “Isso é ruim. Tem impacto na definição das políticas, nas votações, no leque de reivindicação das mulheres”, disse ela referindo à inserção da mulher como agente político.

Cenário
A revista Carta Capital cita que “na Câmara Municipal de São Paulo, dos 55 vereadores eleitos apenas 6 são mulheres. No Senado, elas são 8 entre 81 senadores, e na Câmara dos Deputados, 46 entre 513 deputados. Com esses dados pode-se observar que as mulheres não ocupam nem 10% dos cargos nos principais espaços de decisão do Brasil, em um país em que elas representam 51,3% da população, segundo o IBGE em 2013, e 51,09% do eleitorado, segundo o TSE, em 2012.

“A pequena participação feminina na política é um reflexo da construção histórica de opressão a que as mulheres foram e ainda são submetidas – a elas foi negada a possibilidade de decidir quem as representava até 1932, quando conquistaram o direito ao voto”, ressalta Nabil Bonduki. “A esfera pública, em que a política está inserida, foi sempre destinada aos homens, enquanto as mulheres eram privadas desse espaço em seus lares, com tarefas domésticas e de cuidados, sob o argumento da inferioridade feminina e do perigo de dissolução da família.”

Sancionada lei que permite eleição no Egito

Segundo noticiado nas principais agências, o presidente interino do Egito, Adly Mansour, promulgou neste sábado a lei que aprova e regula a próxima eleição presidencial.

O decreto abre espaço para a Comissão Eleitoral elaborar a data da votação e escolher o novo líder segundo o estipulado no acordo de transição após a destituição Mohammed Mursi em julho do ano passado.

O chefe militar do país, o marechal Abdel-Fattah el-Sissi, é amplamente esperado para declarar sua candidatura em breve e, se isso ocorrer, a previsão é que a autoridade vença a disputa.

Fonte: Associated Press
EFE

4 de maio tem Eleições no Panamá

O Panamá terá eleições no próximo 4 de maio para eleger presidente, vice-presidente, legisladores e autoridades autárquicas, Flag_of_Panama.svgque assumirão no dia 1 de julho deste ano e exercerão seus cargos até julho de 2019.

Seis partidos políticos estão legalmente constituídos no Tribunal Eleitoral (TE) do Panamá. Entre eles: Partido Revolucionario Democrático (PRD), Partido Popular (PP), Movimento Liberal Republicano Nacionalista (MOLIRENA), Partido Panameñista, Cambio Democrático (CD) e Frente Ampla pela Democracia (FAD).

Segundo o jornal La Prensa, a eleição custará cerca de 55,7 milhões de dólares – uma aumento de 44% em relação ao ano de 2009.

Aos candidatos foi solicitada uma campanha focada na ética e às regras eleitorais.

• Siga a página do Voto em Imagens no Facebook
• Siga o Voto em Imagens no Twitter

 

Panamá
País miscigenado, descendente de mestiços indígenas, e com grande diversidade étnica (chineses, turcos, espanhóis, norte-americanos, latinos, japoneses, árabes, russos, judeus) é formado por 2,4 milhões de panamenhos registrados nos cadernos eleitorais (aptos ao voto).

A taxa de fecundidade é a mais baixa da América Central, com uma média de 2,6 filhos por mulher. No censo, conta uma população de 3.405.813 (Julho 2010), com uma faixa-etária e 0-14 anos: 28,6% (homens 484.291 504.726/mulheres) 15-64 anos: 64,2% (homens 1.123.777/mulheres 1.098.661) 65 anos ou mais: 7,2% (homens 115.425/mulheres 133.582) (2011 est.) taxa de crescimento 1,435% (2011 est. ) Taxa de natalidade 19.43 1.000 habitantes (2011 est.) taxa de mortalidade 4,65 mortes/1.000 população (julho de 2011 est.) Taxa de migração 0,42 migrante (s) / 1.000 habitantes (2011 est. ) Distribuição por sexo no nascimento: 1,045 homens (s) / mulheres menores de 15 anos: 1,04 homens (s) / mulher 15-64 anos: 1,02 homens (s) / mulheres 65 anos ou mais: 0,87 masculino (s) / mulher população total: 1,02 homens (s) / mulheres (2011 est.) – conforme dados do site oficial do país.

Dessa população, estima-se que 75 a 85% são considerados católicos romanos, entre 15 e 25 por cento de evangélicos,

O Panamá é um Estado independente e soberano onde é respeitada a vontade da maioria representada pelo sufrágio.

Conspiradores
O presidente da Venezuela, O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (5) o rompimento das relações diplomáticas e políticas do país com o Panamá, segundo informa as principais agências.

Nicolás Maduro ressaltou que há uma conspiração por parte do Panamá contra a Venezuela. Ele acusou o presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, de ser um “lacaio” dos Estados Unidos, no sentido de criar condições para que a OEA interfira no Venezuela.

De acordo com Maduro, a medida foi adotada em resposta à proposta apresentada pelo governo panamenho para que a Organização dos Estados Americanos (OEA) promova um debate sobre a situação na Venezuela. “Diante da conspiração aberta do embaixador panamenho na OEA, em Washington, decidi romper relações políticas e diplomáticas com o atual governo do país e congelar as relações comerciais e econômicas no momento”, afirmou Maduro, durante as celebrações em memória do presidente Hugo Chávez, morto há um ano.

Suíça vota cotas para imigração

Neste domingo, os suíços votam em referendo uma proposta que “contra a imigração em massa”. A iniciativa foi feita pelo Partido Popular Suíço (SVP, em alemão), de direita, e prevê cotas anuais de vistos para os vizinhos de países europeus viverem na Suíça. Até 2015, outros dois referendos sobre imigração devem ser realizados no país.

De acordo com o site BBC Brasil, a questão é vista com preocupação por especialistas e causa certa tensão e um mal-estar na União Europeia (UE).

Caso aprovada, a iniciativa prevê cotas de imigração, mas não o nível delas, então, elas podem ser altas e a imigração continuar aumentando, destacou um professor de políticas migratórias ouvido pelo portal.

E se ocorrer o fim da imigração livre com a Europa significa provavelmente o fim de muitos outros acordos com aUE, como parcerias científicas comerciais, acadêmicas.

Pesquisa publicada em 29 de janeiro pela consultoria gfs.bern indicava que 50% dos eleitores votariam “não” às cotas e 43% “sim” – um aumento, porém, frente aos 37% de sondagem anterior veiculada em 10 de janeiro. “O governo e as empresas fazem coro contra a iniciativa”, destacou o site BBC.

Fonte:
BBC Brasil

Irã defende eleições “livres e democráticas” na Síria

• Por Agência Brasil

O presidente do Irã, Hassan Rohani, declarou hoje (23), em Davos, que “a melhor solução” para a Síria era “organizar eleições livres e democráticas”, sem ingerências externas. Rohani discursou no Fórum Econômico de Davos, um dia depois de conversas tensas e inconclusivas sobre a crise síria terem ocorrido na Conferência de Paz Genebra 2, em Montreux, na Suíça.

“A melhor solução é organizar eleições livres e democráticas na Síria. Nenhum partido ou potência externos devem decidir pelo povo sírio e pela Síria”, disse. A comunidade internacional deverá aceitar os resultados das futuras eleições, acrescentou Rohani.

A situação “é triste, mas também é triste que continuem a chegar terroristas” à Síria, “assassinos impiedosos de inocentes”, afirmou o presidente iraniano. “Milhões de pessoas inocentes foram assassinadas, feridas ou ficaram sem casa neste longo inverno e todo o mundo devia fazer tudo o que fosse possível” para acabar com esta “situação miserável”, ressaltou.

Na Conferência de Paz Genebra 2, o governo e a oposição sírios sentaram-se, pela primeira vez na mesma sala, rodeados de delegações de 40 países, além do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e do ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov.

A guerra civil na Síria causou mais de 130 mil mortos, pelo menos 500 mil feridos, milhões de refugiados e deslocados, desde o início do conflito, em março de 2011.

*Com informações da Agência Lusa

Fonte
Agência Brasil

Agenda: Eleições nas Américas em 2014


Por André Rodrigues (AR)

• 25 de maio têm eleições presidenciais na Colômbia
O presidente Juan Manuel Santos concorre à reeleição. Analistas destacam que a eleição poderá ter um cenário diferenciado. Um dos pontos que favorece a análise é a entrada do novo partido político “Centro Democrático”, fundado pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Além é claro do papel da FARC no contexto político. No dia 16 de março é realizada a eleição legislativa.

• 5 de outubro haverá eleições legislativas e presidencial no Brasil
As principais análises de intenção de voto apontam uma vitória da presidente Dilma Rousseff, candidata ao segundo mandato. A vitória se daria ainda no primeiro turno. A presidente tem o favoritismo eleitoral sustentado pela base do Partido dos Trabalhadores, com a presença da figura do ex-presidente (e ainda popular) Luiz Inácio Lula da Silva como cabo eleitoral, a força dos programas sociais como o ‘Bolsa Família’, o ‘Mais Médicos’ e um histórico de estabilidade e confiança no país. A oposição, liderada pelo tucano Aécio Neves, mesmo com a participação da ecologista Marina Silva, não gera confiança na partilha dos votos.

• 26 de outubro será realizada eleições no Uruguai
As eleições gerais uruguaias de 2014 ocorrerão em 26 de outubro e, no segundo turno, em 30 de novembro. Serão eleitos todos os 130 membros da Assembleia Geral (99 deputados, 30 senadores), o presidente da República, e o vice-presidente.

O Uruguai ganhou destaque no cenário internacional após iniciativas como a legalização do casamento gay e da maconha capitaneadas pelo presidente José ‘Pepe’ Mujica. Considerado o presidente mais “pobre” do mundo, Mujica é uma figura e tanto. Em seus vários momentos diante da imprensa, o ex-guerrilheiro tupamaro de 78 anos, mostrou-se lúcido e empenhado numa política mais humana. Diante de críticas, destacou que o Uruguai é o país mais republicano da América do Sul e que, sem ser perfeito, “não há” nada que seja melhor no entorno regional, particularmente “em matéria econômica”.

O ex-presidente Tabaré Vázquez e a senadora Constanza Moreira, do partido Frente Ampla (FA) estão na lista de possíveis candidatos e possivelmente apoiados por Mujica, segundo o Portal Vermelho.

• Siga a página do Voto em Imagens no Facebook
• Siga o Voto em Imagens no Twitter

• Em outubro (ainda sem data definida) tem eleição na Bolívia
A Bolívia poderá ter Evo Morales como o presidente que ficou mais tempo à frente do governo. Numa decisão polêmica, por de ser considerada inconstitucional, a Câmara dos Deputados da Bolívia aprovou um projeto de lei que permite que o presidente Evo Morales (e seu vice, Álvaro García Linera) concorra a um terceiro mandato presidencial. O texto foi sancionado numa madrugada pelos legisladores bolivianos – com maioria governista.

Morales defende o objetivo é ganhar a eleição de 2014 com um respaldo nas urnas de 74% – ou seja, 10 pontos acima do obtido em dezembro de 2009 para o segundo mandato.

A oposição entendeu que, desde o respaldo à legalidade de conceder a Morales o direito de concorrer ao terceiro mandato, dado pelo Tribunal Constitucional (TC), é uma conjuntura de campanha. Segundo um artigo publicado no jornal de Londrina, em setembro deste ano, seção ‘Mundo’, O governador do estado de Santa Cruz, no leste da Bolívia, o opositor Rubén Costas, foi proclamado neste domingo pelo Movimento Democrata Social (MDS) como candidato à presidência da Bolívia

A convocação da eleição deverá ocorrer em abril ou maio próximo e o intervalo de janeiro O período de governo no país é de cinco anos.

• 4 de novembro tem eleição no Congresso dos Estados Unidos
A eleição no Estados Unidos será a legislativa. Ou seja, votação para a recomposição da Câmara de Representantes e de um terço do Senado. Eleição muito relacionada às políticas do presidente. O número de cadeiras entre democratas e republicanos interfere diretamente na agenda do presidente.

• América Central
De acordo com o calendário eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), em 2014 estão programadas eleições na Costa Rica (2 de fevereiro/ presidencial e legislativa), El Salvador (2 de fevereiro/presidencial), Panamá (4 de maio/ presidencial e legislativa).

Fontes
OEA
Terra
Wikipédia
Portal Vermelho
Jornal de Londrina (Grpcom)
Rede Brasil Atual
Jornal Público PT